sábado, 27 de abril de 2013


Já inúmeras pessoas teorizaram que fazer um amigo é muito mais simples na infância do que na idade adulta. Será que é daquelas coisas que se esquece? Será que quanto mais amadurecemos, passamos a deixar de acreditar na amizade e na bondade das pessoas? Ou será que nós próprios deixamos de saber como ser um bom amigo?
Questões à parte, a amizade está em risco numa época em que estamos mais próximos em termos de distância e contacto. Mas cada vez a solidão toma mais conta das nossas vidas, passamos a existir quanto muito para a nossa família, e o espaço dado aos amigos, conforme vamos envelhecendo, encurta-se. Primeiro porque estamos apaixonados, depois porque estamos casados, e depois porque somos pais. E é nos intervalos que percebemos que durante este processo não soubemos mantermo-nos próximos dos nossos amigos, nem soubemos criar novos laços.
Ter meia dúzia de bons amigos é uma questão de sanidade de mental. É algo que equilibra a nossa vida. E por isso, amanhã devíamos sair pela porta fora e procurar um novo amigo. Um amigo cara a cara, a quem podemos dar um abraço ou uma palmadinha nas costas. Adianta alguma coisa ficarmos em casa com pena de nós próprios e entregarmo-nos à solidão?
Não custa nada dizer “Olá”. É assim que começam todas as histórias.

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